www.gostodecarne.blogspot.com poizé, voltei. =*
É, terminou. Talvez depois eu faça outro. (ou não) Por enquanto tô só postando nas caixinhas de comentários alheios. amo vocês.
Quanto tempo dura uma eternidade? O gotejar compassado de uma garrafa de soro pode marcá-lo? Dura o tempo que dura uma ausência? Dura o tempo de uma lembrança? Dura o cair de uma lágrima? Os pássaros são eternos no seu vôo. São leves e efêmeros. As folhas se desprendem caindo como borboletas marrons, são eternas em sua quietude. São eternas em sua paz. Os túmulos são eternos. Os anjos são. Deus é. as estátuas de pedra e musgo também. E duram apenas o tempo que leva para esquecer delas. Eu vou morrer, isso é fato. Mas você também vai, quem sabe até antes de mim. E então, como corpos mortos, poderemos nos ocupar de nossa eternização, desintegrando pouco a pouco. Poderemos espalhar as nossas partículas e quem sabe nossas partes se juntem e façam parte de uma mesma flor. Passageira, etérea. Eterna. (Texto pensado no PS, ouvindo as pessoas morrerem ao meu redor e os médicos tentando decifrar o remédio que uma senhora surda tomava, que estava à beira da morte. Uns bebês choravam, uma mulher gritava e um cara sangrava absurdamente. E eu lá, desidratada, tomando soro. Nem tão mal assim, era só uma dor de estômago insuportável que me fazia vomitar tudo o que comia. Gastrite, o nome.)
Ondas vão e vêm. Voltam. São salgadas, invisíveis, fracas, fortes, fracasfortes. São coloreadas. São insípidas. São. Saem da ponta do nariz e do fundo da garganta rouca e do mar e do olhar e do mar e do mar. Saem dela e invadem o espaço, ocupam, refletem, tomam o pensamento, cercam, me acercam, encerram. Ondas começam. Enlouquecem, vibram, rodeiam, apagam, avivam. As ondas que saem dos pontos mínimos dos detalhes das coisas me levam. Me acabam. Me completo com seu movimento ondulante. Ondas são de água e morrem na areia. *-*-* Te amo. =*S2 (/EMO)
Voltei. Voltei e não me arrependo de ter ido ou de ter voltado, porque não consigo parar pra sempre num mesmo lugar. Mas consigo voltar pro lugares que me interessam. Porque o que caracteriza o lugar como um bom lugar, não é ficar pra sempre, é voltar. Shakespeare disse uma vez " se você ama muito uma coisa, deixe que vá. Se voltar é sua. Se não voltar, é porque nunca seria." Eu voltei. Como sempre, planejo renovar a minha vida. Peço que ninguém me deixe desistir. Primeiro vou arrumar o quarto. Depois separar os papéis e digitar os textos. Depois arranjar fita pra máquina de escrever. Depois fazer um monte de coisas. Só de pensar vem a preguiça. Vontade de vomitar. de fumar. Tresloucadamente. a fumaça saindo pouca. Absorvo tudo. Vai pro meu sangue. Cigarro fede, mas é bom. Putaquepariu. Vontade de vomitar até sair sangue, pra eu ter certeza de que não tem mais nada aqui dentro. Porque eu juro que o x tudo que eu comi tá dançando dentro da minha barriga. Parece que eu comi um et e ele cresceu aqui. Fui ver Círculo de Giz Caucasiano, ontem. Peça muito boa. Foi ontem? Não, mentira. Foi domingo. Muito boa, muito boa, muito boa. Tão boa que eu não tenho palavras para descrever oq uanto foi boa. Vai ter palestra da lygia Bojunga em novembro. Dia nove de novembro, no Centro Cultural Banco do Brasil. Preciso ir. Leio Lygia desde pequena. Comecei com Os Colegas. O ùltimo que lí se chama Na Corda Bamba. Gosto muito da série "Livro: um encontro com Lygia Bojunga" . Gosto de "O rio e eu." Gosto da Lygia a ponto de poder chamá-la de Lygia. Ela marcou a minha infância. Mas Círculo de giz caucasiano discute a questão da posse de terra, com uma ótima metáfora. De quem é um filho, de sua mãe de sangue ou de sua mãe de criação? Para saber,é preciso fazer a prova do Círculo de giz: a mãe que conseguir puxar a criança para seu lado do círculo, a ganha. Mas a mãe que ama prefere que seu filho fique com a outra a que ele se machuque numa disputa insana. Então ela ganha a guarda. O que nos faz perguntar: A quem possui a terra? A quem zela por ela, ou a quem a possui apenas por dinheiro? Muito boa a peça, muitos atores bons. a Cia do latão, que representou. pena que domingo foi o último dia da turnê no rio, acho que foi pra São Paulo agora. Peça do Brecht, aliás. Levei uma retirada, o que é equivalente a uma suspensão. "Tô atrapalhando?" "Tá" . Detesto pessoas sem senso de humor/sarcasmo. Então amanhã vou rodar pelos museus do centro, em vez de assistir à aula de história. Dvd dos bee gees tocando. Eu GOSTO dos bee gees. Eu gosto de música velha, sabem. então, o post foi só pra dizer que eu voltei. E agora preciso arrumar a casa, pra poder ir ao fetsival de cinema amanhã. Então eu vou. Mas juro que volto (rápido).
- Você está perdida nas folhas do chão? - Não nas folhas, mas no contraste que o verde e amarelo delas faz com o cinza claro do chão, com o fato de parecerem brilhar, no movimento que o vento provoca, levando-as de um lado pro outro sem oredm, com os pés a pisá-las. Por eu não conseguir contar quantas tem em cada quadrado, e pelo fato de elas estarem em permanente mudança, em decomposição. POr eu saber que ela sforam varridas e amontoadas num canto, mas voltaram, todas, a se espalhar. E que amanhã também serão varridas, e que voltarão. No fato de serem bonitas e sua beleza ser só o que elas possuem, e mesmo aquele papel jogado mais adiante, ou esse canudo aqui, não tiram sua beleza. (Trecho de uma conversa de ontem, voltando pra casa)
Ai, cês vão ter que me desculpar, mas eu não suportava mais aquele template. E nenhum outro. Então voltei pro pretinho básico. Fiz um da Death, do Neil. Do universo vertigo. Do Sandman. Dos perpétuos. Blablablá. Mas não sei colocar a barrinha direito, então enquanto a vaca gorda da Karina nãofizer isso pra mim, fica esse. É melhor que o outro. Não sei onde tava com a cabeça quando coloquei aquele. Então que eu tinha ecsrito umas coisas, mas não consigo pensar em nada agora, e tô aqui só pra constar que mudei o template, não é ilusão de ótica. Hey, hey! Eu tenho CINCO leitores! \o/ vou fazer a dança da vitória ali e já volto. Depois eu deleto isso aqui.
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